Boletim Diário – 11/05/2010

Mercado físico registra preços de estáveis a levemente mais baixos
O mercado brasileiro de café apresentou preços de estáveis a moderadamente mais baixos nesta segunda-feira. A forte baixa do dólar pressionou as cotações em reais no Brasil. Entretanto, a leve alta do dólar e a escassez de grãos de qualidade superior, com a colheita ainda muito no começo, deu suporte e limitou o efeito negativo do câmbio. No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa esteve cotado em R$ 288,00 a saca, contra R$ 289,00 de sexta-feira. No cerrado mineiro, café bebida boa esteve com preço de R$ 290,00 a saca, contra R$ 293,00 de sexta-feira. O café rio tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve cotação de R$ 208,00 a saca, estável. Já o conillon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado a R$ 150,00 por saca, estabilizado.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da segunda-feira com preços moderadamente mais altos. Compras especulativas garantiram suporte aos preços, com o café acompanhando os ganhos das demais commodities e a queda do dólar, depois que foi anunciado o pacote de até 750 bilhões de euros de auxílio aos países da zona do euro que enfrentam problemas com a crise financeira. Entretanto, os preços encontraram resistência técnica/gráfica para avançar mais e os ganhos foram contidos, com o mercado fechando “decepcionantemente” apenas com leve alta. As informações partem de agências internacionais de notícias.  O dólar despencou contra outras moedas, puxando para cima os preços das commodities nas bolsas de futuros. O petróleo teve boa alta, e o índice de commodities subiu mais de 1,0%. Além disso, o mercado acionário americano teve valorização, o que contribuiu para a sustentação do café. Os contratos do café arábica para entrega em julho fecharam negociados a 134,15 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 0,25 cent. A posição julho fechou a 135,65 cents, com alta de 0,30 centavo.
Câmbio
O dólar comercial fechou em queda de 3,99%, cotado a R$ 1,7750 para compra e R$ 1,7770 para venda. Na sexta-feira a moeda fechou com alta de 0,10%, cotada a R$ 1,8510. O pacote europeu de quase um trilhão de dólares acabou arrefecendo os ânimos de investidores. A divisa subiu também frente ao euro, recuperando parte das perdas da semana passada. O boletim Focus indicou que analistas esperam o IPCA em 5,50%. A Fundação Getúlio Vargas também apontou uma inflação de 0,47% no mês de maio. O Ministério do Desenvolvimento informou que, na primeira semana de maio, a balança comercial teve saldo positivo de US$ 517 milhões.
BM&F fecha com preços mais altos
A Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) para o café arábica fechou a sessão com preços mais altos. Foram 1.136 contratos negociados no pregão, com giro financeiro de R$ 33,6 milhões e são 18.799 contratos em aberto no momento. Os contratos com entrega em julho/10 fecharam cotados a US$ 160,70 por saca de 60 quilos, com valorização de 0,91% na comparação com o pregão anterior. Os contratos com entrega em julho/10 encerraram em US$ 159,45 por saca de 60 quilos, valorização de 0,82% na comparação com o fechamento anterior.
Receita diária de embarques chega a US$ 16,7 milhões em maio
A receita média diária obtida com as exportações brasileiras de café foi de US$ 16,719 milhões na primeira semana de maio (dias 01 a 09). Assim, a média diária acumulada do mês vai representando uma valorização de 13% na comparação com a média diária de maio de 2009, que fora no período de US$ 14,793 milhões. No entanto, com relação a abril/10, quando a média diária atingira US$ 19,841 milhões, há uma queda de 15,7% na receita média de exportações de café em maio, conforme os dados acumulados até o dia 09. Os dados partem do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e foram divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Exportações da Colômbia apresentam queda de 4% em abril
As exportações totais de café da Colômbia em abril de 2010 ficaram em 528.000 sacas de 60 quilos, apresentando queda de 4% no comparativo com o mesmo mês de 2009, quando os embarques foram de 550.000 sacas. As informações partem da Federação dos Cafeicultores da Colômbia, segundo noticiaram agências internacionais. Já as exportações nos doze meses de maio de 2009 a abril de 2010 ficaram em 6,952 milhões de sacas, tendo retração de 32% no comparativo com o desempenho de um ano antes no mesmo período (10,222 milhões de sacas).
Indicador Café Arábica CEPEA / ESALQ
Indicador ESALQ dos preços disponíveis do café arábica por saca de 60kg líqüido, bica corrida, tipo 6, bebida dura para melhor, valor descontado o Prazo de Pagamento pela taxa da NPR, posto na cidade de São Paulo, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) = R$ 283.92 / US$ 160.13
Previsão do Tempo para as regiões cafeeiras
Fonte: SOMAR
Sumário: Uma frente fria chegou no fim de semana, causando chuvas e posteriormente declínio das temperaturas, por conta de uma massa de ar polar que avançou junto com essa frente fria. Dessa forma, a semana começa com chuva na zona da Mata, onde atua a frente fria, e com frio nos Estados do Paraná e São Paulo, por conta da massa de ar polar. Até pelo menos a quarta-feira, ainda ocorrem chuvas fracas sobre a parte norte de Minas Gerais, sul da Bahia e Espírito Santo, onde atua a frente fria. Sobre as demais áreas produtoras, predomina a massa de ar polar, responsável por noites frias no Paraná, São Paulo e lugares altos de Minas Gerais. O ápice do frio deverá ser na madrugada de quinta-feira, quando o ar polar e a ausência de nuvens garantem temperaturas baixas ao amanhecer. Apesar dos valores críticos, principalmente no sul de Minas Gerais, não há risco para geadas em regiões produtoras, que venham a trazer danos aos pés de café.
Tendência 6 – 10 dias:  Tempo aberto e temperaturas em gradual elevação no cinturão produtor de café, depois do dia 14 de Maio.
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Café: Mercado físico registra preços de estáveis a levemente mais altos

SAFRAS (02)  O mercado físico brasileiro de café registrou cotações de estáveis a levemente mais altas nesta terça-feira, em dia de poucos negócios. A boa alta do café arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York e do robusta na Bolsa de Londres garantiram suporte aos preços no Brasil, assim como a oferta restrita por parte dos vendedores/produtores. Entretanto, a queda acentuada do dólar mais uma vez atrapalhou melhoras mais sensíveis nos preços, com os compradores usando a moeda americana como motivo para tentar pressionar pra baixo as cotações, naturalmente. No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa esteve cotado entre R$280,00/283,00. No cerrado mineiro, café bebida boa esteve com preço de R$ 285,00 a R$ 290,00. O café rio tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve cotação de R$ 205,00. Já o conillon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado a R$ 166,00
por saca, estável
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da terça-feira com preços acentuadamente mais altos. O mercado deu sequência à recuperação técnica da segunda-feira, tendo em vista que na última semana os preços caíram aos níveis mais baixos em quatro meses, acumulando perdas de 700 pontos.
A fraqueza do dólar contra outras moedas deu sustentação às cotações do arábica em NY. O petróleo subiu fortemente, assim como metais preciosos e outras commodities, dando estímulo para o café acompanhar essa movimentação em NY. As informações partem de agências internacionais de notícias. Traders ressaltaram que fatores técnicos e gráficos, com auxílio do desempenho de outros mercados, deram suporte ao café, sem maiores influências diretas de notícias ou fatores fundamentais. Os contratos com entrega em março fecharam negociados a 135,05 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 2,50 cents. A posição maio de 2010 fechou a 136,95 centavos, com alta também de 2,50 centavos.
Câmbio
O dólar comercial fechou em queda de 1,66%, a R$ 1,828 para compra e a R$ 1,830 para venda, na segunda queda seguida, após uma sequência de nove altas. Nesses dois dias, a moeda recuou 2,92%. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 1,828 e a máxima de R$1,854, para venda. No final da manhã, o Banco Central realizou mais um leilão de compra de dólares, com taxa de corte de R$ 1,844. A liquidação será feita na próxima
quinta-feira. As informações partem da Agência Leia.

BM&F fecha com preços acentuadamente altos
A Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) para o café arábica fechou a sessão com preços acentuadamente mais altos nos contratos. Foram 2.675 contratos negociados no pregão, com giro financeiro de R$ 81,15 milhões e são 20.196 contratos em aberto no momento. Os contratos com entrega em março/10 fecharam cotados a US$ 164,60 por saca de 60 quilos, valorização de 1,60% na comparação com o pregão anterior. Os contratos com entrega em maio/10 encerraram em US$ 168,90 por saca de 60 quilos,  alta de 1,62% na comparação com o fechamento anterior.

Produção da Costa Rica deve crescer 7% em 2009/2010

SAFRAS (23) – A Costa Rica espera colher 1,71 milhão de sacas na safra 2009/2010, volume relativamente maior que o originalmente previsto no primeiro levantamento e 7% superior ao verificado na safra passada. Marco Araya, analista do Icafé (Instituto de Café da Costa Rica), sustentou que a nação centro-americana encerrou a temporada de 2008/2009 com uma produção final no nível de 1,59 milhão de sacas. Um porta-voz do Instituto disse que um menor volume de chuvas permitiu aos produtores um melhor manejo das pragas e doenças, assim como melhorias nas lavouras. Adicionalmente, os fertilizantes apresentaram uma retração de preços e isso fez com que os custos do trabalho de café diminuíssem relativamente e permitissem que os produtores pudessem melhorar as atividades com o café e isso deu um suporte para um volume mais relevante. As informações partem da AgnoCafé, conforme noticiou a Café e Mercado.

Safras estima colheita 2009/2010 no Brasil em 98%

SAFRAS (21) – A colheita de café da safra brasileira 2009/10 está em 98% do
total a ser produzido, até 16 de setembro. O número faz parte do levantamento
semanal de SAFRAS & Mercado para a evolução da colheita da safra nova. A
colheita está adiantada em relação a igual período do ano passado, quando 90% da
safra 2008/09 estava colhida nesta época. Este é o último levantamento de
SAFRAS para a colheita de café na temporada, já que os trabalhos estão se
encerrando.
Tomando por base a estimativa de SAFRAS para a produção de café do Brasil
em 2008/09, de 42,45 milhões de sacas de 60 quilos, é apontado que foram
colhidas 41,39 milhões de sacas.

SAFRAS (21) – A colheita de café da safra brasileira 2009/10 está em 98% do total a ser produzido, até 16 de setembro. O número faz parte do levantamento semanal de SAFRAS & Mercado para a evolução da colheita da safra nova. A colheita está adiantada em relação a igual período do ano passado, quando 90% da safra 2008/09 estava colhida nesta época. Este é o último levantamento de SAFRAS para a colheita de café na temporada, já que os trabalhos estão se encerrando.

Tomando por base a estimativa de SAFRAS para a produção de café do Brasil em 2008/09, de 42,45 milhões de sacas de 60 quilos, é apontado que foram colhidas 41,39 milhões de sacas.

Colheita termina na Zona da Mata de Minas Gerais

SAFRAS (21) – Os trabalhos de colheita da nova safra de café foram
concluídos na região de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de
Caratinga (Coopercafé), na Zona da Mata de Minas Gerais. Segundo o gerente de
comercialização da cooperativa, Paulo Tavares agora resta apenas a varrição ou
catação em algumas poucas lavouras. A expectativa é que a safra termine em torno
de 750 a 800 mil sacas, frente à projeção anterior de produção de até 850 mil
sacas.
“Houve uma quebra, mas ainda não se pode quantificar. O que é confirmado é
uma queda na qualidade dos grãos”, afirmou Tavares, completando que “os
primeiros cafés colhidos ainda no início da safra têm boa qualidade, mas os que
foram colhidos posteriormente apresentam uma qualidade inferior, devido ao
período de chuvas que afetou a região. Vemos grãos muito bons em aspecto e tipo,
mas que acabam estourando na xícara”.
Por outro lado, já foram registradas aberturas de floradas em parte das
lavouras. “Algumas tiveram floradas bonitas, outras já tiveram a segunda
abertura. Estamos aguardando as chuvas, que estão sinalizadas para incidir a
partir da próxima semana, para firmar as floradas que já abriram e ajudar as que
virão”, disse o gerente de comercialização da cooperativa.
A comercialização, por sua vez, esboçou uma recuperação na semana passada
na região de atuação da cooperativa. “Vimos uma reação dos preços, mas muitos
produtores ainda estão guardando café, principalmente aqueles que têm grãos de
melhor qualidade, explicou Tavares. Estima-se que, do total já colhidos da safra
2009, cerca de 50% foram negociados, enquanto menos de 1% do café colhido na
safra passada ainda não foi vendido.

SAFRAS (21) – Os trabalhos de colheita da nova safra de café foram concluídos na região de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Caratinga (Coopercafé), na Zona da Mata de Minas Gerais. Segundo o gerente de comercialização da cooperativa, Paulo Tavares agora resta apenas a varrição ou catação em algumas poucas lavouras. A expectativa é que a safra termine em torno de 750 a 800 mil sacas, frente à projeção anterior de produção de até 850 mil sacas.

“Houve uma quebra, mas ainda não se pode quantificar. O que é confirmado é uma queda na qualidade dos grãos”, afirmou Tavares, completando que “os primeiros cafés colhidos ainda no início da safra têm boa qualidade, mas os que foram colhidos posteriormente apresentam uma qualidade inferior, devido ao período de chuvas que afetou a região. Vemos grãos muito bons em aspecto e tipo, mas que acabam estourando na xícara”.

Por outro lado, já foram registradas aberturas de floradas em parte das lavouras. “Algumas tiveram floradas bonitas, outras já tiveram a segunda abertura. Estamos aguardando as chuvas, que estão sinalizadas para incidir a partir da próxima semana, para firmar as floradas que já abriram e ajudar as que virão”, disse o gerente de comercialização da cooperativa.

A comercialização, por sua vez, esboçou uma recuperação na semana passada na região de atuação da cooperativa. “Vimos uma reação dos preços, mas muitos produtores ainda estão guardando café, principalmente aqueles que têm grãos de melhor qualidade, explicou Tavares. Estima-se que, do total já colhidos da safra 2009, cerca de 50% foram negociados, enquanto menos de 1% do café colhido na safra passada ainda não foi vendido.

LEILÃO DE OPÇÕES NEGOCIA TODA OFERTA, ÁGIO FICA EM 526%

SAFRAS (15) – O leilão de contrato de opções de café, realizado esta manhã pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), negociou os 10 mil contratos colocados à disposição, o equivalente a 1 milhão de sacas. Confirmando a expectativa de traders e analistas consultados pela Agência SAFRAS, a operação teve forte procura e ágio elevado. O prêmio de abertura foi de R$ 1,5175 por saca e o de fechamento ficou em R$ 9,5015, representando um ágio de 526,13%. O mercado especulava um ágio entre 500% e 600%. O valor total da operação foi de R$ 9.501.500,00.

INDICADOR DO ARÁBICA CAI 4,3% EM JUNHO – CEPEA

SAFRAS (14) – Em junho, os contratos futuros de café arábica despencaram na bolsa de Nova York (ICE Futures). O vencimento setembro encerrou a 119,90 centavos de dólar por libra-peso no dia 30, forte queda de 17% em relação ao
primeiro dia de junho. Diante da desvalorização internacional, as cotações recuaram no Brasil e as comercializações diminuíram. O dólar firme amenizou as perdas no mercado interno. A moeda norte-americana, cotada a R$ 1,964/US$ no dia 30, avançou 0,6% sobre o dia 1.
A média de junho do Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 256,64/saca de 60 kg, significativo recuo de 4,3% em relação à média do mês anterior. A análise é do informativo mensal Cepea – Café Arábica, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq).

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Série Histórica do Indicador de Preços – CEPEA / ESALQ
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Média mensal, R$ / saca de 60 kg
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Safra 08/09                                 Safra 07/08
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jul/08  250,52                           jul/07  238,63
ago/08  248,86                           ago/07  254,55
set/08  261,58                           set/07  259,15
out/08  256,84                           out/07  255,84
nov/08  261,28                           nov/07  245,82
dez/08  262,04                           dez/07  261,28
jan/09  268,41                           jan/08  267,84
fev/09  269,34                           fev/08  285,19
mar/09  262,48                           mar/08  263,28
abr/09  260,10                           abr/08  256,35
mai/09  268,02                           mai/08  254,84
jun/09  256,64                           jun/08  255,76
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Média   260,51                           Média   258,21
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(FR)